O mercado global de wearables está em um momento de expansão sem precedentes. Segundo análises recentes da ABI Research, o setor deverá faturar US$44,22 bilhões em 2026, saltando para US$56,54 bilhões até 2031. Esse crescimento é impulsionado por uma combinação de hardware mais acessível, sensores de melhor qualidade e maior demanda dos consumidores por aplicações práticas de saúde e bem-estar.
Os smartwatches continuam como o segmento âncora, respondendo por 37% do total de envios de wearables em 2025. As projeções indicam crescimento de 141,15 milhões de unidades em 2025 para 196,4 milhões até 2031. Apple lidera o mercado global com 23,3% de participação, seguida por Huawei com 14,6% e Samsung com 10,7%. Porém, marcas mais acessíveis como Xiaomi e HONOR estão expandindo rapidamente sua presença.
As smart rings estão se estabelecendo como uma categoria em crescimento acelerado. Espera-se que anéis inteligentes e anéis com NFC alcancem 113,5 milhões de envios e US$6,1 bilhões em receita até 2031. Oura, Ultrahuman e RingConn estão definindo o mercado, enquanto o Galaxy Ring da Samsung está aumentando a pressão sobre os competidores e levando a categoria ainda mais para o mainstream.
Outro aspecto importante é a crescente integração de conectividade 5G. Espera-se que wearables habilitados para 5G cresçam de 1,3 milhão de unidades em 2026 para 66,9 milhões até 2031, conforme a tecnologia RedCap amadurece e o desempenho da bateria melhora. Especialistas apontam que o próximo fase de crescimento virá da integração mais profunda do ecossistema, capacidades mais amplas de monitoramento de saúde e novos formatos de wearables habilitados por inteligência artificial.