Após anos de idas e vindas, a Meta finalmente parece determinada a conquistar o mercado de smartwatches. Segundo relatórios recentes, a empresa retomou o desenvolvimento do projeto internamente chamado "Malibu 2", planejando lançar seu primeiro smartwatch ainda em 2026. Este movimento representa uma mudança significativa na estratégia de hardware da gigante de tecnologia, que alternava entre focar em realidade aumentada e abandonar iniciativas de wearables.
A jornada da Meta em wearables é marcada por recuos estratégicos. A empresa começou a trabalhar em um relógio de pulso já em 2021, mas abandonou o projeto poucos anos depois. Em 2023, tentou ressuscitar a iniciativa, apenas para abandoná-la novamente em favor do Metaverso. Agora, com a inesperada aceitação comercial de seus óculos inteligentes Meta Ray-Ban e Oakley Meta Vanguard, a empresa vê uma oportunidade clara para completar um ecossistema de wearables.
O novo smartwatch será equipado com recursos avançados de rastreamento de saúde e terá um assistente Meta AI integrado, permitindo aos usuários acessar funcionalidades de inteligência artificial diretamente do pulso. O relógio funcionaria em sinergia com os óculos inteligentes da Meta, criando um ecossistema coeso onde o smartwatch forneceria dados biométricos contínuos, feedback háptico e interações rápidas que complementariam a câmera e os recursos de áudio dos óculos.
Este movimento sugere que a Meta está adotando uma abordagem mais pragmática, começando com wearables conhecidos e familiares antes de implementar experiências mais avançadas de realidade aumentada. Se o projeto realmente chegar ao mercado em 2026, marcará um ponto de inflexão importante na transformação da estratégia de hardware da Meta, de experimental para um verdadeiro ecossistema integrado de dispositivos.