Principais pontos

  • A DoorDash obteve a certificação Part 135 da FAA para operar entregas comerciais por drones nos Estados Unidos.
  • A nova divisão DoorDash Air integrará aeronaves autônomas aos sistemas de logística terrestre já existentes da empresa.
  • A operação utiliza tecnologia de parceiros como Wing e Flytrex, focando em voos iniciais dentro do campo de visão.

A DoorDash anunciou a criação da divisão DoorDash Air e obteve a certificação Part 135 da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). A licença permite a operação comercial de entregas com drones no território americano. No momento, não há previsão de lançamento da operação ou testes da tecnologia no Brasil, onde a regulamentação para voos comerciais em larga escala segue sob governança da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Segundo dados divulgados pela empresa, o projeto da divisão de logística aérea surgiu a partir da equipe DoorDash Labs. A iniciativa tem como objetivo integrar aeronaves autônomas e robôs de calçada ao ecossistema de entregas já existente da companhia. A DoorDash informou que ainda não estabeleceu um cronograma detalhado para o início de todas as operações comerciais de grande porte.

Nesta fase inicial, os testes utilizarão voos de curta distância mantidos dentro do campo de visão dos operadores. A empresa também confirmou que manterá as parcerias operacionais já firmadas com outras companhias do setor de entregas aéreas, como a Wing e a Flytrex, além das operações com robôs terrestres que já transitam por calçadas em diversas cidades americanas.

Estratégia logística e foco no consumidor

De acordo com Stanley Tang, co-fundador e Chief Product Officer da DoorDash, o desenvolvimento do sistema foi voltado para a utilidade prática do serviço de entregas. "We didn’t start with the question, ‘What’s the coolest autonomous tech we could make?’ We started from first principles: What’s the actual customer problem that needs to be solved?", declarou o executivo sobre o foco da companhia nas necessidades dos clientes.

A movimentação insere a DoorDash em um setor já explorado por concorrentes nos Estados Unidos. Empresas como a Amazon e a própria Wing já contam com autorizações regulatórias avançadas emitidas pela FAA para operações aéreas automatizadas de entregas de suprimentos e mercadorias.

Impacto e panorama regulatório no Brasil

Para o mercado brasileiro, os testes e o avanço da certificação nos Estados Unidos servem de referência para o setor de delivery por aplicativo e para as discussões regulatórias conduzidas pela ANAC. O órgão brasileiro é responsável por estabelecer as regras de tráfego aéreo e segurança para a autorização de voos comerciais não tripulados além do alcance visual no país.

Até o momento, a DoorDash opera apenas nos Estados Unidos e em mercados internacionais específicos, sem atuação direta no mercado de entregas brasileiro. A empresa não informou prazos para uma eventual expansão da divisão DoorDash Air para outros países.

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Perguntas frequentes

O que é a certificação Part 135 obtida pela DoorDash?

A certificação Part 135 é uma autorização emitida pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) que permite a operação comercial de aeronaves não tripuladas. Com este documento, a DoorDash Air está legalmente apta a realizar entregas de mercadorias via drones no território americano seguindo as normas vigentes de segurança aérea.

A DoorDash Air fará entregas de drones no Brasil?

Não há previsão para o início de entregas via drones da DoorDash no Brasil. A empresa atua atualmente apenas nos Estados Unidos e em mercados internacionais selecionados, além disso, qualquer operação dessa natureza no país dependeria de regulamentações específicas estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para voos comerciais automatizados.

Como os drones da DoorDash devem realizar as entregas iniciais?

Nesta fase inicial de implementação, a empresa informou que utilizará voos de curta distância que permanecem dentro do campo de visão dos operadores humanos. A estratégia foca em integrar aeronaves autônomas ao ecossistema de entregas, complementando os serviços de logística terrestre que a companhia já oferece em várias cidades americanas.