A Amazon planeja expandir a operação do seu serviço Prime Air para alcançar 500 cidades norte-americanas até o fim de 2026. A estratégia foca no mercado dos Estados Unidos e não possui previsão de implementação no Brasil, onde entregas comerciais automatizadas de grande escala enfrentam regras rigorosas de espaço aéreo controladas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
O plano de expansão da gigante do comércio eletrônico inclui grandes centros urbanos como Chicago, Atlanta, Cleveland, Syracuse e Boise. Segundo os dados divulgados pela companhia, cada polo de distribuição do Prime Air tem capacidade para cobrir uma área de aproximadamente 175 milhas quadradas (cerca de 453 quilômetros quadrados), mantendo a promessa operacional de finalizar entregas em intervalos de 30 a 60 minutos após a compra.
Corrida pelo transporte autônomo no varejo
A iniciativa da Amazon ocorre em meio a uma disputa intensa pelo mercado logístico aéreo nos Estados Unidos. A rede varejista Walmart atingiu a marca de mais de 1 milhão de entregas concluídas por meio de aeronaves não tripuladas. Ao mesmo tempo, a empresa de entregas médicas e comerciais Zipline estruturou uma parceria com a Uber, estabelecendo a meta de realizar 1 milhão de entregas diárias até 2029.
Outro avanço recente no setor veio da plataforma DoorDash, que obteve a certificação federal FAA Part 135 para viabilizar seu serviço DoorDash Air. A ampliação do modelo busca diminuir o tempo de transporte em trajetos curtos e cortar emissões de carbono causadas pela frota terrestre em vias urbanas de grande circulação.
Disputas regulatórias e homologações
Enquanto empresas de logística aceleram rotas autônomas, fabricantes de equipamentos enfrentam barreiras normativas sobre equipamentos estrangeiros. Nos Estados Unidos, a proibição federal implementada em 2025 foca em drones e componentes críticos de sistemas aéreos não tripulados (UAS) por motivos de segurança nacional. Para operar nesse cenário, empresas tentam vias alternativas de registro.
A Zero Robotics lançou o HoverAir Versa via financiamento coletivo no Indiegogo classificando o modelo como uma câmera de estabilização steadycam com hélices removíveis. Em 9 de agosto de 2026, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) concedeu o registro ao produto após a solicitação ser submetida apenas na categoria de câmera, sem apontar a funcionalidade de drone no processo inicial junto aos órgãos certificadores.
Sobre a classificação, a diretora global de marketing da fabricante, Anita Facundo, afirmou: "O Kit de Voo é um acessório que estende as capacidades do Versa. Portanto, a HOVERAir está em total conformidade com os requisitos regulatórios aplicáveis".
No Brasil, qualquer projeto logístico semelhante ao modelo Prime Air depende de diretrizes de segurança urbana da ANAC para voos além da linha de visada visual (BVLOS), além de autorizações de tráfego aéreo emitidas pelo DECEA. A Amazon não divulgou cronogramas ou investimentos para viabilizar o modelo no mercado brasileiro.
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Perguntas frequentes
Como a Amazon planeja realizar entregas por drone em larga escala?
A Amazon planeja expandir o Prime Air para 500 cidades americanas, focando em polos de distribuição com raio de cobertura de 453 quilômetros quadrados. A meta é garantir que as encomendas sejam finalizadas em intervalos entre 30 a 60 minutos após a confirmação da compra pelo consumidor final.
Por que o modelo de entrega via drone da Amazon ainda não chegou ao Brasil?
O Brasil carece de previsão para o serviço devido às normativas de segurança aérea impostas pela ANAC e pelo DECEA. Qualquer operação logística autônoma no país exige autorizações específicas para voos além da linha de visada visual, além de rigorosas diretrizes de tráfego aéreo para áreas urbanas densas.
Quais empresas competem com a Amazon no setor de entregas autônomas?
O mercado norte-americano conta com concorrentes fortes como o Walmart, que já superou 1 milhão de entregas, e a Zipline, que possui parceria com a Uber. Além disso, a DoorDash obteve a certificação federal FAA Part 135 para expandir seu serviço aéreo autônomo em trajetos urbanos curtos.



