Principais pontos
- LinkedIn removeu a ferramenta de reescrita completa por IA, limitando a função à correção gramatical.
- Pesquisa da Pangram indica que 40% dos posts longos na plataforma são totalmente gerados por IA.
- Novo sistema de denúncias reduz o alcance algorítmico de publicações classificadas como inautênticas ou spam.
O LinkedIn começou a testar um novo botão para que os usuários denunciem publicações e comentários de baixa qualidade gerados por inteligência artificial. A medida foi confirmada pelo Chief Product Officer da rede social, Hari Srinivasan, em meio ao aumento de publicações automatizadas que afetam profissionais e recrutadores no Brasil e no mundo.
A iniciativa surge como uma resposta direta à insatisfação da base de usuários com o volume de textos genéricos e interações robóticas na plataforma profissional. Até o momento, a empresa não informou uma data específica para a liberação global da ferramenta de denúncia para todos os perfis brasileiros, nem se haverá suporte dedicado em português logo na estreia.
Como funcionará o filtro de denúncias
Segundo o LinkedIn, o novo recurso de denúncia reduzirá o alcance algorítmico das publicações marcadas como spam ou de baixa qualidade, conhecido como "slop". Para reforçar o combate aos conteúdos inautênticos, a empresa também implementou novos classificadores de IA projetados para limitar as recomendações desses posts para pessoas fora da rede direta do autor.
Além das denúncias feitas pela comunidade, a rede social passará a emitir avisos diretos aos criadores. O LinkedIn notificará os usuários sobre publicações percebidas pela plataforma como inautênticas ou produzidas com uso excessivo de ferramentas automatizadas. De acordo com Hari Srinivasan, a notificação informará ao usuário quando o sistema considerar que a mensagem postada "pode ter parecido inautêntica ou com uso excessivo de IA".
Mudanças na criação de conteúdo e bloqueio de bots
Para conter a proliferação desse tipo de material, a empresa removeu o antigo botão de "reescrever com IA", que estava disponível durante a elaboração de posts. Em seu lugar, uma nova ferramenta baseada em inteligência artificial apenas revisará a gramática do texto, sem alterar o estilo pessoal de escrita do autor. Diariamente, a plataforma já bloqueia centenas de milhares de tentativas de comentários automatizados.
"O 'slop' de IA é uma prioridade máxima para todos nós. Nós realmente nos importamos com isso. As pessoas vêm ao LinkedIn para se conectar com pessoas reais e compartilhar suas perspectivas, ideias e conhecimentos reais", declarou Hari Srinivasan sobre o foco da empresa em recuperar a autenticidade das interações.
Impacto na rede e a saturação por IA
A mudança busca reverter dados alarmantes sobre a perda de conteúdo humano na plataforma profissional. Um estudo realizado pela empresa Pangram apontou o LinkedIn como a rede social mais saturada por conteúdos gerados artificialmente. Segundo o levantamento, mais de 40% dos posts longos publicados na rede foram classificados como totalmente produzidos por IA.
O cenário coincide com dados da Cloudflare, que indicam um aumento global no tráfego de bots superando o tráfego humano na internet. No mercado brasileiro, onde o LinkedIn é amplamente utilizado para recrutamento e networking, as novas medidas devem impactar a estratégia de influenciadores e empresas que automatizam publicações, exigindo um retorno à criação de conteúdo autoral para manter o alcance na rede.
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Perguntas frequentes
Como o novo botão de denúncia afeta os posts no LinkedIn?
O botão reduz o alcance algorítmico das publicações marcadas como spam ou de baixa qualidade, conhecidas como slop. Além disso, a plataforma utiliza novos classificadores de IA que limitam as recomendações desses posts para pessoas fora da rede direta do autor, desencorajando o uso excessivo de automação.
O que acontece com o botão de reescrever posts com IA?
O LinkedIn removeu o antigo botão de reescrita automática durante a elaboração de posts. Em seu lugar, a rede social introduziu uma ferramenta que revisa apenas a gramática do texto, permitindo que o autor mantenha seu estilo pessoal de escrita, em vez de gerar um conteúdo totalmente artificial.
Por que o LinkedIn decidiu restringir conteúdos gerados por IA?
A plataforma busca recuperar a autenticidade das interações, já que estudos, como o da Pangram, apontam que 40% dos posts longos são produzidos artificialmente. A rede social prioriza conexões entre pessoas reais para evitar que o excesso de textos genéricos afaste profissionais e recrutadores do ecossistema.



