Principais pontos

  • Suno implementa marcas d'água de áudio para identificar faixas sintéticas em plataformas de streaming.
  • Empresa firmou parceria estratégica com a Musixmatch para aprimorar a detecção de violações de direitos autorais.
  • Apesar dos desafios jurídicos na Alemanha e nos EUA, a startup captou 400 milhões de dólares em junho de 2024.

A Suno anunciou a implementação de marcas d'água e impressões digitais de áudio para identificar músicas geradas por inteligência artificial em sua plataforma. A iniciativa visa combater o uso indevido de áudios em serviços de streaming e frear conteúdos falsos. A empresa informou que os usuários brasileiros da ferramenta passam a ser impactados pelas novas diretrizes de uso, mas não especificou valores em moeda local ou prazos regionais para atualizações da interface, de modo que não há previsão de preços diferenciados para o Brasil.

A medida surge como uma resposta direta ao aumento de faixas geradas por IA publicadas em plataformas digitais globais e acessíveis no mercado brasileiro. Com as novas regras, a Suno proíbe a criação de áudios enganosos e o uso de vozes de terceiros sem permissão prévia. A empresa também assinou um acordo de cooperação com a Musixmatch para reforçar a detecção de direitos autorais de composições.

Tecnologia de rastreio e combate a fraudes

As marcas d'água integradas aos arquivos visam permitir que plataformas de streaming identifiquem a origem sintética das faixas antes de disponibilizá-las ao público. O objetivo é conter spams e evitar que conteúdos não autorizados gerem receita indevida.

"Essas ferramentas foram projetadas para serem duráveis e resistentes à adulteração, sem afetar a experiência de audição", declarou Mikey Shulman, CEO e cofundador da Suno. Segundo a empresa, a tecnologia funcionará de maneira imperceptível para os ouvintes.

Processos judiciais e captação de recursos

O anúncio das medidas de proteção ocorre em meio a uma onda de disputas jurídicas travadas pela indústria fonográfica. A Suno enfrenta processos movidos por grandes gravadoras globais, incluindo a Universal e a Sony, que alegam uso não autorizado de seus catálogos para o treinamento dos modelos de inteligência artificial.

Além das ações nos Estados Unidos, um tribunal alemão decidiu recentemente que a Suno violou leis de direitos autorais no país. Apesar do cenário de incerteza regulatória e pressão legal, a empresa captou 400 milhões de dólares em uma rodada de investimentos realizada em junho.

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Perguntas frequentes

Como a marca d'água da Suno afeta o ouvinte final?

A marca d'água funciona de maneira imperceptível para o ouvinte. O CEO da empresa, Mikey Shulman, afirmou que a tecnologia foi desenvolvida para ser durável e resistente a qualquer tipo de adulteração, garantindo que a experiência sonora não seja afetada, mesmo enquanto o sistema identifica a origem sintética do arquivo gerado.

O que motivou a Suno a implementar essas novas diretrizes?

A medida é uma resposta ao aumento de faixas geradas por IA publicadas em plataformas digitais. Com o objetivo de conter spams e evitar que conteúdos não autorizados gerem receita, a empresa proibiu a criação de áudios enganosos e o uso de vozes de terceiros sem a devida permissão prévia dos detentores.

Qual a situação jurídica da empresa perante as gravadoras?

A Suno enfrenta processos judiciais movidos pela Universal e pela Sony, que acusam o uso indevido de catálogos para o treinamento de modelos. Além disso, um tribunal alemão sentenciou recentemente que a empresa violou leis de direitos autorais locais, apesar de ter arrecadado 400 milhões de dólares em investimentos no último mês de junho.